7 de agosto de 2015

Planalto Central, aí vou eu...

Preciso começar este post com o famoso clichê: “É impressionante como a vida dá voltas.” E eu sou uma prova viva disso! Rs.

E depois de alguns meses de indas e vindas entre SP e Brasília, hoje é o meu último dia na terra da garoa (que não tem garoa há um bom tempo...). A partir de 2ª feira a brincadeira de morar em Brasília começa pra valer e no meu último dia nessa cidade doida, eu não poderia deixar de fazer uma “retrospectiva” da minha vida por aqui... hehehe.

São Paulo faz parte da minha vida de uma forma MUITO especial. A cidade que me acolheu em um momento muito feliz da minha vida, mas que também me passou uma rasteira meses depois. A cidade que me mostrou que a vida não é um conto de fadas e que nós temos que RALAR MUITO pra conquistar tudo que queremos, seja um apartamento ou um emprego.

Nesta cidade vivi momentos felizes e também tristes, chorei e sorri, caí e levantei, mas o que importa, de verdade, é que fiz ÓTIMOS amigos. Aqueles que ficarão pra sempre comigo, que fazem parte da minha vida, da minha casa, da minha família. Aqueles que estavam do meu lado a cada tombo, mas que também estavam lá pra me jogar pra cima a cada vitória. Aqueles que apareciam na minha casa sem avisar para uma “sexta de leve”, mas também aqueles que me mandavam um “invite formal” para um Happy Hour depois do trabalho. Aqueles que saíam comigo para um papo cabeça e aqueles que me tiravam de casa para me fazer rir. Aqueles que conheciam a minha história profundamente e sabiam me dar os conselhos certos, mas que também me levavam pra beber e dançar e tudo ficava bem.

Olhando pra trás, eu vejo que construí uma vida em São Paulo, uma vida cheia de histórias, conquistas, amizades, amor e MUITA alegria. Tudo que eu passei foi necessário para me tornar quem eu sou e me mostrar que na maioria das vezes não teremos o controle das coisas, mas que podemos ter fé e paciência que, no final, tudo vai se resolver. Seja da maneira que você idealizou ou da maneira que Deus planejou pra você. O universo conspira a nosso favor, o universo cuida.

Estou melancólica e já com MUITA saudade dessa cidade que me fez tão feliz, que me apresentou pessoas MARAVILHOSAS, meu marido e que me abraçou bem apertado. Nela aprendi que mais importante do que as coisas que você conquistou são as pessoas que você conquistou. A vida é feita de relacionamentos e o que importa são as pessoas que você tem ao lado e não as coisas que você possui, por isso, eu queria agradecer todo mundo que leu esse textinho e se identificou em algum ponto dele, que lembrou de histórias, que, de alguma forma, fez parte da minha tumultuada vida em SP! Vocês são DEMAIS, mas, preciso fazer alguns agradecimentos especiais (separados em grupos para não ficar muito extenso... rs):

JMs: Os primeiros que enfrentaram o meu caos instaurado nesta cidade. Os pioneiros nos conselhos. MUITO obrigada! Tenho muito orgulho do nosso grupo estar unido até hoje e de conseguirmos manter os “amigos ocultos” de Natal e alguns HH esporádicos durante o ano. Tudo bem que agora tudo está mais difícil, temos um grupo muito internacional. Hahaha... AMO VOCÊS!

Ousadia e Alegria: Sem palavras!!! Aliás, o Michel deveria ter um agradecimento especial por ter me apresentado o Danilo, que me apresentou vocês, mas quem é Michel? Hahaha. Eu posso dizer com propriedade que vocês me fizeram gostar de SP! Vocês me mostraram que a vida “é bonita, é bonita e é bonita”. Além disso, sempre tinham um conselho certo e uma solução para as minhas deprês.

Lixos (Com Mulheres): Junto com o Ricardo vieram vocês, os Lixos, e eu não poderia deixar de agradecer por me acolherem tão bem no grupo. Vocês são demais e eu AMO a nossa amizade e cumplicidade. Vivenciamos a mesma fase ao mesmo tempo... todo mundo começando a namorar, ficando noivo e casando. Foi tão legal ver o grupo inteiro (com exceção do Flávio... vamos lá amigão!) anunciando casamento, planejando tudo e com aquele brilho no olho no dia. Cada casamento era uma comemoração geral, pois parecia que o grupo ficava cada vez mais forte e mais unido!!! A grande pergunta do momento é: E as criança? Hahahaha... AMO VOCÊS MUITÃO!!!

Pereirão F.C.: Foram 4 anos jogando futebol juntas. Muitas risadas em campo, muitos treinadores, muitas quadras, muita garra e muito amor pela bola. Com certeza fazem parte da minha história. Obrigada por terem me aceitado no time. Estou levando minha blusa #6 para desfilar pelas quadras do Planalto Central e espalhar um pouco do futebol arte do Pereirão por lá. J

Accenturianos - High Performance - de SP: Tive a sorte de trabalhar com pessoas incríveis e poder fazer ótimas amizades. Essa empresa é um mundo e eu fui sorteada para cair no melhor dele. J Obrigada pessoal!!! Aprendi muito com vocês e vou sentir muita saudade das conversas, almoços, comemorações de Go-Live e HH juntos. Vocês são incríveis.

Família Vendramel: Obrigada por me acolherem tão bem e pode deixar que eu vou cuidar muito bem do Rica. Prometo! J Em especial para a Lu e Beth, cunhadinha e sogrinha, que me deram abrigo (pela 2ª vez) e por tudo que fizeram por mim. Todas as conversas, risadas, jantares, presentinhos e etc. Vou ficar com saudade... de verdade!!!

Ricardo (o Coisa): Sem palavras pra você, Coisa! Você apareceu na hora certa (por mais que a gnt achasse que era errada) pra me mostrar um outro sentido da vida. Obrigada por tudo, mas, principalmente, por ser essa pessoa incrível e que faz tudo parecer tão simples e certo. Como já falei antes, "estou contigo e não abro"! TE AMO!!! <3

Além dos amigos de SP, minhas boas e velhas amizades do RJ sempre estiveram do meu lado, aguentando minhas lamentações e ouvindo minhas mirabolantes histórias. Obrigada pra vocês também, mas saibam que a saudade (multiplica por 100), as lamentações e histórias vão continuar, mas agora em outra geografia. Hahaha... AMO VOCÊS! J <3 

Existem pessoas que não se enquadram em nenhum desses grupos, mas que foram (e são) muito importantes pra mim nesta jornada. Vocês sabem quem vocês são, mas gostaria de destacar a Laís (baiana), que foi uma amizade inusitada, mas que me ensinou MUITO e que eu tenho uma admiração enorme. Te amo amiga!

Gente, isso não é uma despedida pra sempre, tá?! Hahaha.. Mas eu precisava agradecer, pois acho que nunca tinha deixado claro o quanto vocês foram, e são, importantes pra mim. J

A cidade que antes me dava “medo”, agora me dá orgulho e saudade! Como a vida dá voltas, né? Vou levar comigo ÓTIMAS lembranças e a certeza que consegui construir muita coisa por aqui! Não sabemos o dia de amanhã, então não troquem as fechaduras das casas de vocês, pois um dia poderemos voltar!!! J

Mudando o nome do blog para:
“Uma carioca, com certeza paulista e quase candanga”


SIMBOOOORAA QUE A VIDA NÃO PÁRA! PLANALTO CENTRAL, AÍ VOU EU...

7 de maio de 2015

A arte de montar quebra-cabeças

Minha vida estava toda montadinha, as peças se encaixaram e eu tinha até colocado em uma moldura e pendurado o “quebra-cabeça da minha vida” na parede. Apartamento montado, casamento, planos para viagens, trocar de carro, guardar dinheiro, etc., tudo funcionando perfeitamente, tipo uma linha de produção.

Até que um belo dia o quebra-cabeça, que estava montado na parede, caiu no chão e as peças se espalharam todas. Fiquei olhando para as peças no chão, pensando em como aquilo tudo tinha acontecido e como eu iria montá-lo de novo. Arregacei as mangas, chamei o marido e começamos a montá-lo novamente, porém percebemos que tinham peças a mais, ou seja, teríamos que retirar algumas peças para que o quebra-cabeça pudesse ser montado e ficasse tão lindo quanto estava antes, ou mais.

À medida que íamos vendo as “novas peças”, percebemos que a escolha seria difícil. Vimos várias peças bonitas e brilhantes. Ao mesmo tempo, tínhamos que olhar para as peças antigas e escolher quais delas iríamos abrir mão, se quiséssemos as novas. Esta escolha tinha que ser baseada em alguma coisa, mas em que?! Seria pela afinidade? Isso aqui não é BBB pra alegar afinidade quando eliminamos alguma coisa. Poderia ser pela cor? Pelo brilho? Pelo peso?

Resolvemos ver uma foto do quebra-cabeça montado e avaliar como as peças estavam e se queríamos deixar do mesmo jeito, ou se iríamos trocar e colocar peças novas. No momento em que olhamos a foto “da nossa vida”, percebemos que as peças que antes eram as mais brilhantes, coloridas e bonitas já estavam desbotadas, sem brilho e sem contexto. Coincidentemente, as peças que estavam desbotadas tinham o mesmo formato das novas peças que recebemos. Eis que as coisas começaram a ficar mais claras para nós.

Depois de algumas semanas juntando aquelas peças, percebemos que tínhamos mudado boa parte do contexto do nosso quebra-cabeça. Tinham entrado peças novas, saído peças desbotadas e ele ficou tão lindo e renovado. O mais importante para conseguimos remontar “a nossa vida” foi a análise de como ela estava antes e como a gente queria que ela ficasse. Será que a gente queria ficar com aquelas peças desbotadas só por que elas já estavam montadas? A nossa resposta foi não! Preferimos montar do zero e melhorar o que não estava bom.

Agora temos um quebra-cabeça colorido e brilhante de novo, preso na nossa parede. J <3

Não sabemos quantas vezes nosso quebra-cabeça vai cair no chão ao longo da vida, mas se for necessário montaremos ele de novo, de novo e de novo! O importante é jogar fora o que não está bom e colocar coisas novas, que fazem mais sentido! Reavaliar o rumo que a nossa vida está tomando é uma boa maneira de evitar arrependimentos e aproveitar as oportunidades para mudar o que é necessário.




Essa foi só uma história bonitinha para contar que estamos nos mudando pra Brasília e recomeçando nossa vida com um novo contexto, novos objetivos, nova casa, novos amigos! J <3

Acho que terei que mudar o nome do blog para "Uma Carioca Já Paulista e Quase Candanga". Hahaha... E vamos que vamos!

1 de outubro de 2014

Mês novo e planos velhos

Ontem a Bela (minha psicóloga freela – hahahaha) me passou um vídeo (link aqui) de uma palestra da autora do livro “A Idade Decisiva” que me fez pensar muito (e muito) em várias coisas dos meus “20 e poucos anos” e aí eu fui conversar com a Bela e cheguei a uma conclusão SOZINHA.

Na verdade isso sempre acontece... quando eu estou com um “problema” ou “dilema”, chamo ela no chat, começo a falar, falar, falar, falar, chorar as pitangas, reclamar, levantar suposições, falar, falar, chorar e depois de falar/digitar 20min sem parar, ela só diz alguns “hmmm”, “entendo” e eu acabo chegando à conclusão da melhor solução ou da causa do problema sozinha. É impressionante como falar sobre o problema é bom, abre a minha mente e me permite ver as coisas com mais clareza.

Bom, as pitangas de ontem eram os planos que eu tinha feito e nunca tinha concretizado por diversos motivos, mas os principais eram trabalho, tempo e/ou dinheiro (tsc tsc tsc).

Planejei começar uma pós em 2012, nunca o fiz.

Planejei fazer curso de espanhol em 2012, nunca o fiz.

Planejei voltar para o Francês em 2013, nunca o fiz.

Planejei fazer curso profissionalizante de maquiagem, nunca o fiz.

Planejei fazer curso de quick massage, nunca o fiz.

Planejei fazer aulas de dança de salão, nunca o fiz.

Planejei voltar para o Muay Thai, nunca o fiz.

Planejei fazer, pelo menos, 1 trabalho voluntário por mês, nunca o fiz.

Se eu realmente fosse listar TUDO que, nos últimos 4 anos, eu planejei fazer e não fiz, não ia caber nos pixels disponíveis nessa página.

Não sei se vocês perceberam, mas todos os meus planos (não realizados) só dependem DE MIM! Não há nada nesta lista rápida que dependa de mais alguém... ou seja, se eu não fiz nenhuma dessas coisas, a culpa é minha! E não tem nada a ver com namorado, noivo, casamento, etc. O Ricardo me apoia demais nas minhas loucuras e sempre fala que eu tenho que fazer as coisas, mas eu não faço. Empurro com a barriga, invento uma justificativa (não vou falar desculpa, pois na minha cabeça é uma justificativa racional) para não fazer o que quer que seja.

Na correria do dia-a-dia eu deixei de lado aquelas coisas que eu realmente queria fazer, que me dariam prazer, em prol de outras coisas. É muito legal não ter compromissos antes ou após o trabalho e passar um final de semana “de pernas para o ar”, mas não podemos deixar que isso tome conta de nós. Eu estou há quase 4 anos “de pernas para o ar”, trabalhando igual uma doida, me preocupando com coisas que não deveria e deixando de lado as coisas que eu realmente queria e deveria fazer, por pura “preguiça”!

No vídeo a psicóloga fala que os “20 e poucos” (como ela chama os jovens que estão entre os 20 e 30) tem que fazer coisas para melhorar a si mesmo. Seja um curso, uma viagem, etc., e que são essas situações que vão abrir portas para oportunidades novas na vida. Se a gente fizer a mesma coisa todos os dias, vamos ter as mesmas oportunidades, mesmas pessoas, mesmas situações, etc.


Depois de toda essa análise, resolvi retomar a minha vida. Ontem volteia jogar futebol e vou voltar para o curso de espanhol... já é um bom começo! Sei que não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo, mas dá para fazer as coisas aos poucos. O importante é que sejam feitas. J



Enfim... é só um “depoimento” para todo mundo pensar na vida, no motivo pelo qual os planos não foram concretizados e se existe alguma coisa que possa ser feita para mudar isso.

25 de julho de 2014

A minha visão da "Crise dos 20 e poucos"

Hoje eu li e compartilhei um texto no Facebook que me fez refletir sobre o meu “momento de vida”.


Ele me fez refletir e chegar a algumas conclusões. J

Lembro quando eu estava entrando na pré-adolescência e minha mãe conversava comigo sobre “uma fase diferente e complicada”, que eu iria ficar menstruada, que eu teria que estudar mais por conta do vestibular estar mais próximo, que eu teria que decidir se eu queria, ou não, fazer intercâmbio, que eu iria querer mudar o mundo, mas seria em vão, etc etc etc. Todas essas coisas que as mães conversam com suas filhas que estão crescendo e virando “mocinhas”.

Naquele momento eu achei que eu estava ferrada. Que a vida seria muito mais difícil, que ficar menstruada era o fim dos tempos, que o vestibular era o monstro mais amedrontador da galáxia e que o Mundo estava cobrando demais de mim. Doce ilusão!

Acho que quando eu tiver uma filha eu vou conversar com ela sobre essas coisinhas de “menina virando mocinha”, mas vou deixar bem claro que a “primeira fase realmente difícil” da vida dela (digo primeira, pois tenho certeza que tem muitas outras por vir...) vai ser, sem sombra de dúvidas, quando elas chegar aos 20 e poucos!

Neste momento, sim, nós sentimos que o Mundo está cobrando demais de nós. Terminamos a faculdade ontem e hoje já estão nos cobrando um emprego dos sonhos, um salário digno e um relacionamento “concreto”. Cobram uma perspectiva de vida, planejamento de curto, médio e longo prazo, maturidade para enfrentar os problemas, técnicas de entrevista de emprego, saúde mental, cabelo bem tratado, unhas sempre feitas, sobrancelhas de boneca, exercício regulares, etc.
Mas a fase é difícil não por causa das cobranças externas, pressão da família, namorado/marido, etc. A fase é difícil pois é quando, realmente, começamos a nossa “vida de adulto”, com responsabilidades naturais e diferentes, a gente passa a se cobrar mais, esperar mais de nós mesmos... Junto com essa “vida de adulto” vem o amadurecimento do “eu”, aperfeiçoamento da personalidade e etc. É aí que “a fase difícil” sobe na crista da onda!

Agora você se dá conta que não é perfeito, que sua personalidade também é difícil, que você tem reações “super valorizadas”, que as coisas que “te incomodam muito” são tão pequenas que não deveriam te incomodar tanto, que a outra pessoa muitas vezes está certa, mas você não quer reconhecer, que é necessário pedir desculpas e assumir que você não sabe de tudo e, muito menos, tem sempre razão, hora de aprender que o silêncio vale ouro e pode te privar de muitos estresses, desentendimentos e, principalmente, de “micos”.

Quando percebemos que é a hora de mudar, passamos por “poucas e boas” sozinhos. Digo sozinhos pois cada um tem sua fase, seu momento, suas características que deseja mudar. Todo mundo passa por isso, em proporções diferentes, com problemas e soluções diferentes, mas pode ter certeza que todo mundo já passou ou vai passar pela “Crise dos 20 e poucos”. E não é preciso ter menos de 25 para ser “Crise dos 20 e poucos”. Rs. Cada um no seu tempo, na sua “evolução”.

Eu estou na minha fase de mudança. Mudança para melhor. Mudar coisas que eu sei que machucam os outros, opiniões que não agregam nada, expectativas que me frustram. Como diz o texto, "[...] Preciso parar de querer que tudo seja como eu quero. [...]". Muitas vezes eu coloco as coisas na cabeça, crio expectativas sozinha e acabo me frustrando (sozinha também, pois era uma expectativa MINHA e de mais ninguém). Pura teimosia. Puro orgulho. Pura imaturidade.

Fico com a ilusão do “Fulano vai mudar com o tempo”, “beltrano vai ver que não vale a pena”, “ciclano vai entender o meu lado”. Bullshit! Ninguém faz nada, a não ser que o “alguém” queira! Essa é mais uma mudança importante: parar de jogar a minha expectativa para os outros. Cada um é de um jeito, cada um pensa de uma forma.. não é legal (nem justo) projetar minhas vontades nos outros. “Ahh... se fosse eu, teria respondido de tal maneira”, “Eu esperava que você falasse tal coisa e não o que você disse”. Só posso lamentar! A outra pessoa não é você e você não é a outra pessoa. Cada um na sua, cada um com seu jeito. Se você quer que a pessoa seja você e reaja igual a você, fique sozinho! Ou espere a época dos clones – sempre é uma opção.

Enfim... estou orgulhosa de estar nesta fase, apesar de estar vivendo as consequências dela. Não! Não estou depressiva, não estou triste, não estou querendo me matar, não estou cogitando sumir do Mundo... nada disso! É exatamente o contrário! Estou feliz por estar vivendo esta fase, estou feliz por estar amadurecendo e vendo a minha vida de um outro ângulo, estou feliz por estar me preocupando em melhorar, tanto pra mim, quanto para os outros. Estou feliz, ponto!

Espero que todo mundo possa viver esta fase e que não ache que ela é o fim do mundo. O fim do mundo é a menstruação, lembra?! Rs. Just kidding! Não achem que isso é uma “prova” de fraqueza, de “personalidade fraca”. Esta fase é natural, faz parte da evolução que aprendemos no colégio: “nascer, crescer, se reproduzir e morrer”. Esta é a parte do “crescer”. J


Que venha a “Crise dos 30 e poucos”! Rs.

6 de fevereiro de 2014

10 - 7 = 3

E, com um piscar de olhos, aqueles 10 meses se transformam em 3.
O planejamento que era para "só Maio do ano que vem" se transforma em "daqui há 3 meses".
O estômago embrulha, o coração pula pela boca, a mão fica suada e o olho cheio d'água. :-)

Como tudo na minha vida, as coisas acontecem todas juntas, ao mesmo tempo e agora! Se não fosse assim, não teria graça, não é?! Ou melhor, poderia ter graça, mas não seria a MINHA vida! Rs.

Quando você olha pra trás e percebe que há 9 meses sua vida estava mudando completamente, mas você ainda estava achando tudo "normal". Aí veio a compra do apartamento, como um susto, a definição da data, como um soluço. O início dos preparativos, os estresses com fornecedores, a briga para o fechamento da lista, a escolha do porcelanato, o contato com o pedreiro, a negociação dos convites, a troca da luminária quebrada, a escolha do cardápio, a definição do projeto de armários planejados, orçamento com a gráfica, escolha do bouquet, escolha da mesa da sala, escolha da cama, lembrancinha para padrinhos/madrinhas, etc, etc, etc,etc...

É tudo ao mesmo tempo! Desliga com o buffet e liga para o pedreiro. Desliga com o pedreiro, liga para a empresa de convites. Desliga com os convites, manda e-mail para a loja de pisos e azulejos. Rs.

A verdade é:
1- Não vejo a hora de entrar por aquela igreja, com meu pai, e sair com o meu marido! <3
2- Não vejo a hora de ver o nosso apartamento, montadinho do nosso jeito, com nossas coisinhas!

Foram loooooongos 10 meses, mas 10 meses que vamos lembrar para o resto da nossa vida! Tudo tão de repente, tudo tão corrido, mas tudo tão lindo, tão certo! <3

Ops, foram não! Ainda estão sendo! Hahahaha... Ainda não acabou! Temos piso para escolher, convites para entregar, vestido para apertar, terno para comprar, alianças para gravar! :-)

Vamos que vamos, pois o tempo não pára!!!!


Coisinha, te amoooo!!! E obrigada por aturar meu estresse durante esses meses! <3


3 de dezembro de 2013

O egoísmo da Geração Y

Outro dia eu estava num bar, bebendo uma cervejinha bem gelada e conversando com uma amiga minha. Aquelas conversas despretenciosas, que tendem a acrescentar nada na sua vida, apenas para passar o tempo e dar umas risadas... mas no meio do caminho o assunto tomou um rumo mais sério e acabamos em um “papo cabeça”. Hahahaha...

Começamos a falar sobre emprego, que todo mundo que se formou com a gente está trabalhando, bem, com salários compatíveis. Algumas melhores, outras mais ou menos, mas todo mundo trabalhando e correndo atrás da vida. Aí ela me disse a seguinte coisa:
“Engraçado né amiga, por que nossos amigos estão, em sua maioria, trabalhando em boas empresas, com bons salários, bons cargos, bastante responsabilidades, mas, apesar disso tudo, ainda não tem condições de sair de casa para morar sozinhos.”

Aí eu parei pra pensar... eu saí de casa com 22 anos, pra morar em São Paulo, uma cidade totalmente estranha pra mim. Nunca tinha ido a SP antes de ir morar. Passei muito perrengue, morei em 8 lugares em 1 ano e meio. Pingando de lugar em lugar.

Cheguei a conclusão que o que falta para o jovem hoje não é condições de morar sozinho e sim VONTADE de morar sozinho. As pessoas não querem descer de padrão. Querem sair de casa e manter o mesmo padrão que os pais dão. Querem um apartamento com, no mínimo, 2 quartos, piscina, churrasqueira, bem localizado, com ar condicionado, móveis da moda, geladeira “bam bam bam”, etc. Querem continuar comprando roupa compulsivamente, saindo pra jantar fora toda semana, gastando rios de dinheiro com “balada” e bebida, indo ao salão toda semana, etc.

Já ouvi muita gente falando: “Eu vou casar pra que?! Pra ter que morar “sei lá onde”, num apê pequeno e abrir mão de fazer minhas coisas?! Eu não!” Gente!!! Casar não é upgrade de vida! Casar é uma opção! Isso também vale para morar sozinho!!!

Muita gente acha que sair da casa dos pais é sinônimo que a pessoa está ganhando muito dinheiro e está muito bem de vida. Não é nada disso!!! Sair da casa dos pais é opção e não sinônimo de “statis”! Muita gente sai de casa para fazer faculdade, mora em república ou pensionato, abre mão de baladas, jantares e roupinhas... simplesmente por que precisa estudar!!!

Tem gente que sai de casa para se arriscar em um emprego. Também abre mão de jantares, baladas e roupinhas, mora com mais 2 pessoas em um apê de 2 quartos, divide as prateleiras do armário da cozinha e da geladeira, faz caixinha pra comprar materiais de limpeza e vive super bem! (Essa sou eu! Hahahaha...)

Precisamos lembrar que quando moramos com os nossos pais, tudo o que temos é dos nossos pais e não nosso! Nós vamos ter a oportunidade de construir nossas vidas, conquistar nossas coisas, mas, enquanto estivermos morando com nossos pais, desfrutamos das coisas que ELES conquistaram e nos proporcionam.
Experimentem conversar com eles e perguntar como foi quando eles casaram. Poucos tinham carro, MUITO POUCOS tinham casa própria e muitos ainda estavam na faculdade. Casaram, moraram em kitnetes de aluguel, abriram mão de um dos carros para conseguir pagar as contas, não saíam para jantar ou viajar, escolhiam os produtos mais baratos no mercado, etc. Ao longo do tempo foram crescendo juntos, conquistando as coisas aos poucos, melhorando de vida e, hoje, conseguem nos dar toda a estrutura de vida que temos. Antes disso tudo ser como é, eles já passaram por muitos perrengues. Então por que seria diferente com você?! Por que você tem que casar para fazer “upgrade de vida”, ao invés de casar por que ama a pessoa e quer construir uma vida com ela?! Por que as mulheres esperam um marido que dê a elas a mesma condição de vida que os pais davam?! Alguns homens até se sentem pressionados a  proporcionar a mesma condição de vida que a mulher tinha antes de casar. Acorda gente, isso não existe mais!!! Em um mundo que tanto se luta pela igualdade entre os sexos e vários outros “mimimis”, isso faz sentido?!

Se, por algum motivo (ou opção do casal – alguns casais optam pela mulher cuidar da casa e o homem trabalhar), uma das partes estiver desempregada, sem renda mensal, é necessário entender que os padrões vão cair, as contas vão apertar, mas que tudo vai dar certo. É uma fase, uma transição. Não é possível manter o mesmo padrão que tínham quando os dois estavam trabalhando e contribuindo com a renda do casal. Mas, o que eu tenho visto atualmente, é que as pessoas não querem correr este risco. Ninguém quer (nem pensar na possibilidade de) ter que abrir mão das coisas, de abaixar de padrão, etc, então, neste caso, a decisão mais fácil é não casar! Fica morando com o papai e mamãe que tá melhor, meu amor! Rs.

Os jovens estão cada vez mais mal acostumados e egoístas. Só pensam em si, em suas vontades, suas opiniões, etc, e é por isso que muita gente acha que “não tem condições financeiras de sair de casa”. Todo mundo pode sair de casa, não existe salário mínimo necessário, existe, sim, prioridades e vontade.

Não tenho paciência para aquelas pessoas que vivem reclamando do relacionamento com os pais, que não aguentam mais, que isso e que aquilo... tudo com 25+ anos na cara, reclamando do papai e da mamãe... SAI DE CASA! Vá em busca da sua vida, suas coisas... dê o seu grito de independência! Mas saiba que para isso é preciso coragem! Será necessário abrir mão de certas coisas, priorizar as outras, deixar de comer camarão VG, jantar macarrão com carne moída, etc.


Enfim... fiquei pensando nisso e essa é a minha opinião sobre o assunto!


As pessoas precisam entender que é 100% normal as pessoas saírem de casa (ou casarem) para construir a própria vida. Ficar vivendo a vida do papai e da mamãe pro resto da vida não é saudável. Precisamos descobrir nossas vontades, o que é importante para nós, o que funciona na nossa rotina, o que é dispensável, etc, e, para isso, é preciso dar o grito de independência, seja ele sozinho ou acompanhado! J

Problema dos dois lados

Hoje eu estava vindo pro trabalho e escutei no rádio, mais uma vez, o pessoal reclamando do transporte público.
"Que o governo não investe, que o governo não muda, que o governo não faz e acontece..."

Semana passada eu fiquei em casa, por que estava com problema na coluna, então pude ter alguns bons diálogos com a menina que trabalha lá em casa. O nome dela é Francisca e ela já trabalha pra minha mãe há 11 anos. Tem 3 filhos, 1 neto, casa própria, é alfabetizada, os filhos também... tudo certo!
Dei esse "brief" sobre ela só para vocês entenderem o contexto da conversa.. rs.

Estávamos almoçando um dia quando começou esse mesmo "mimimi" de transporte público no rádio. Os apresentadores reclamando do governo/prefeitura, falando mal do investimento, criticando as escolhas e etc, aí, tivemos o seguinte diálogo:

Francisca: Isso é uma palhaçada! Acho muito fácil o pessoal ficar reclamando que a prefeitura não faz nada, mas quando eles fazem esses "filhos da puta" destroem tudo! O BRT é maravilhoso, novinho, com ar condicionado, tudo funcionando, tudo lindo, mas vem esses vândalos e quebram tudo! Aí é muito fácil só culpar os outros pelo problema no transporte.
Eu: Como assim Francisca? O BRT já tá todo quebrado?
Francisca: Já Gabi! O pessoal é muito mal educado! Eles quebram até aquele "botãozinho" de saída do ar condicionado. O que eles vão fazer com aquilo??? Nada! É só pelo prazer de quebrar. Ninguém tem paciência com o motorista, se ele pára e não abre a porta 1 segundo depois, o pessoal já começa a chutar a porta, abrir com força, tentar quebrar o vidro... aí os carros ficam aí, todos quebrados, tudo capenga e os caras das rádios, do jornal e da TV ficam reclamando que é culpa da prefeitura que não investe, mas quando eles investem esses filhos da puta quebram tudo!!! Fico muuuito indignada com isso!
O BRT foi um super adianto na vida de todo mundo, inclusive na deles, pq eles tem que quebrar? Não podem só aproveitar o conforto e achar bom? Que saco!

Fiquei pensando naquele discurso dela e cheguei a conclusão que ela está certa. O povo brasileiro é muito mal educado mesmo. Querem ter um "país de primeiro mundo", mas tem educação de "quinto mundo".
Sei que o problema da educação é outra história, envolve milhões de outras coisas/aspectos, mas não podemos tratar as coisas 100% separadas. Uma influencia na outra.

Quando eu me mudei pra São Paulo fiquei impressionada com a diferença na educação. Coisas simples fazem MUITA diferença. Um bom exemplo é o uso da escada rolante em SP e no RJ. Em SP é automático o pessoal subir no degrau e ficar à direita, deixando a esquerda livre para as pessoas que estão com pressa. Mesmo quando estamos em casal ou com amigos cada um fica em um degrau, deixando a esquerda livre. No RJ, o pessoal fica no meio do degrau e se você pede licença o pessoal te xinga. Oque que custa dar passagem para as pessoas??? Acho que por SP ter mais gente, mais movimento e o pessoal ter mais pressa, as pessoas aprenderam melhor a conviver em grupo. Claro que ainda está longe de ser bom, mas alguns pequenos gestos já mostram que a coisa está mudando.

Eu concordo que o transporte no RJ tem que melhorar muito. O Metrô é ridículo, existem poucas faixas de ônibus, os taxis selecionam para onde vão e não vão, etc, principalmente quando falamos de Barra da Tijuca/Recreio. Estamos com esperança do Metrô chegar lá e dar certo! Rs.

O meu ponto aqui é que não podemos só responsabilizar os outros pelos problemas da nossa cidade (ou nosso país). Temos que nos incluir nessa lista de "culpados" pelo fracasso de alguma coisa, pois a partir do momento que nós quebramos os ônibus, quebramos os trens e etc, estamos contribuindo para a piora do que já está ruim.
Infelizmente não podemos "dar nome aos bois", pois somos chamados de " população", "povo", "eleitores", etc... somos um grupo só e se 1 pessoa quebra a janela, quem quebrou foi a população e não o João.

Sinto falta de uns programas de conscientização! Aconteceu com a Lei Seca e deu certo, por que não daria com outras iniciativas? Conservação dos ônibus, não pichação das coisas, etc?! Não vai resolver de uma hora pra outra, mas seria plantar uma sementinha pra, um dia, colher uma plantação.


ATENÇÃO! Não estou aqui defendendo A, B ou C, só lembrando que nós também podemos contribuir para a melhora da nossa cidade!!! :-)

25 de novembro de 2013

A saga do Vestido de Noiva

Essa história de vestido de noiva é engraçada! Parece que existe uma "magia" e "máfia" por trás dos vestidos de noiva... parece não, existe!

Estou há alguns meses procurando o vestido de noiva ideal, pensando em modelos, decotes, saias, tecidos, rendas, preços e etc... experimentei milhões de modelos, fui a váááárias lojas (entre RJ e SP), vi vestidos de diferentes preços e qualidades.

Não conseguia me decidir por nada, pra mim, cada vestido era só "um vestido de noiva". Me olhava no espelho, dava aquele frio na barriga, mas o coração não batia mais forte. Era apenas mais um vestido de noiva.

Gastei horas, dias, noites, finais de semana, fuçando sites da China, EUA, Europa, etc. Peguei a blusa de um, com a saia de outro, com o decote nas costas de outro, com o bordado de outro... montei "o vestido ideal". Pronto!!! Agora vamos arrumar a costureira e mandar fazer.
Aí eu deitava a cabeça no travesseiro e ficava pensando: "Mas será que é esse vestido mesmo?! Eu gostei dele tanto assim?! E se a mulher não acertar fazer o vestido do jeito que eu quero?!"
Realmente já tive PÉSSIMAS experiências em mandar faze vestido... imagina de noiva?!

Noites pensando, pensando, fuçando sites, pensando, pensando, fuçando sites...

Fui na "Rua das Noivas" em SP, com a minha mãe e minha irmã. Achava que ali eu acharia a maior variedade de vestidos de noiva do planeta. De fato, tem muuuitas opções, mas todos eles parecem iguais. Rs.
Lá pela quinta loja de vestidos que entramos, fomos encaminhadas para o segundo andar. Chegamos a um salão bem grande, com uma parede cheia de espelhos e várias mesas de atendimento em volta no salão, deixando o centro vazio, com um provador atrás de cada mesinha. Estávamos sentadas em um sofá, esperando um atendente para nós, quando, de repente, as luzes se apagam, acendem umas luzes amareladas (em tom de "fim de tarde"), começa uma marcha nupcial muuuitoo alta e abre-se a porta de um dos provadores. Lá de dentro sai uma noiva, toda montada (vestido + penteado + maquiagem + grinalda + véu). [Pausa na respiração] Todos os atendentes começam a aplaudir, a noiva se emociona, faz que sim com a cabeça e continua seu desfile pelo salão inteiro, à luz de "fim de tarde" e ao som da marcha nupcial.
Minha irmã enfiou a cabeça atrás de mim e da minha mãe e não conseguia parar de rir. Nesse momento, olhei pra cara da minha mãe e pensei: "Mãe, não tem a menor chance de eu ficar desfilando de noiva pelo meio do salão da loja. Vamos embora, por favor?!?!".

Minha mãe me convenceu ficar lá e esperar pra ver os modelos... fomos muito bem atendidas, mas infelizmente não tinha nenhum modelo que me agradou. E aconteceu mais ou menos assim:
Eu: "Moço, quero um vestido super simples, sem renda, sem bordado e que não seja tomara-que-caia. Só no tecido mesmo."
Ele: "Ah bebê (sim, ele me chamava de bebê)! Eu tenho o vestido perfeito pra você."
Abriu o catálogo e me mostrou um vestido INTEIRO bordado de cristais swarovski. Hahaha.. Como ele acertou?! Gente, era tudo que eu queria!!! #SÓQUENÃO
Aí, não satisfeito, ele me mostra um outro vestido "escândalo" (segundo ele), tomara-que-caia e a blusa TODA aplicada de PENAS brancas. Não, você não leu errado... eram PENAS mesmo!!!
Enfim, depois daquela eu perdi as esperanças e minha mãe finalmente entendeu que era a hora de ir embora. Rs.

Esse foi só um dos episódios de uma saga em busca de um vestido de noiva... mas agora vamos ao capítulo final!!!


Nesse final de semana, entre um Tramal e outro (sim, crise de coluna aguda e de chorar) fui em uma loja em SP... era pra ser "só mais uma loja de noiva". Já sabia que os vestidos lá eram muito caros, mas eu queria ver só os modelos, pra ver se eu tinha algum "insight" milagroso.

Entrei na loja, a mulher me deixou 30min esperando, sentada toda torta na cadeira, depois me levou até o provador e disse que levaria todos os vestidos que ela tinha, de acordo com a descrição que eu dei. A mulher trouxe TODOS os 2 vestidos que ela tinha. Me deu vontade de rir. "Moça, como assim só tem esses dois?! Será que eu to sendo muito exigente? Só pq eu não quero tomara-que-caia e não quero sereia?!"
Ela riu e fez que sim com a cabeça.
Nesse momento eu percebi que a problemática era eu e não os vestidos! Se eu escolhesse, tomara-que-caia, renda e sereia eu teria um ZILHÃO de propostas e opções. Hora de mudar de ideia?! NÃO!!!
Eu sou chata e sei que vou achar o vestido perfeito, do jeito que eu quero!!!

Só sei que eu experimentei o primeiro, torci o nariz, tirei logo. Olhei o segundo no cabide, torci o nariz, respirei fundo e falei: "Ah, então tá, eu volto aí depois pra ver se chegou mais modelos." Aí a moça disse: "Nossa, você tá cansada mesmo de procurar né?! Pera que eu vou ver de novo lá no estoque... vai que eu pulei algum que pode te interessar."

Fiquei ali mais uns 20min sentada no provador, de calcinha e soutien, me sentindo no filme "À espera de um milagre".

Ela voltou esbaforida e com um vestido no cabide, dizendo assim: "Achei um lindo! Você vai amar! Se você não gostar desse, realmente eu não posso mais te ajudar."

Vamos lá né?! Não custa nada tentar... eu já estava prestes a comemorar a centésima prova de vestido de noiva! Êêêêê... se comemoram gol, pq eu não posso comemorar prova de vestido de noiva?

Vesti o vestido!!!

[PAUSA]


[OLHA NO ESPELHO]


[OLHA DE NOVO]


[OLHA DE NOVO PRA VER SE É VERDADE]


Desceu uma lágrima do olho e o coração disparou!

Era, sem dúvidas, o meu vestido!! O vestido que eu estava procurando e não tinha achado em lugar nenhum!!!
Ele não tinha nada de especial, não era cheio de detalhes, não tinha mil bordados, não fazia café nem me deixava mais magra... mas ele é simplesmente MARAVILHOSO!

Enfim, respirei fundo, dei um sorriso e pensei: "Acabou! Não quero ver mais nenhum!"

Perguntei o preço, caí pra trás, chorei no carro, maaaaaasss pensei: "Achei o vestido! Vou casar com esse nem que eu tenha que vender a minha alma!"

É engraçado como essas "magias" acontecem!
Eu já tinha experimentado diversos modelos, já tinha até idealizado o "meu vestido perfeito", já tinha arranjado a costureira, mas nenhuma dessas opções fez o meu coração parar como esse vestido!


[Fim da saga Vestido de Noiva]

Aplausos!!!!


22 de outubro de 2013

730 dias e uma vida pela frente

Hoje faz 2 anos, 730 dias.

2 anos que assumimos o namoro (que já estava rolando há alguns meses, mas não assumíamos) e começamos a construir um relacionamento baseado no respeito, cumplicidade e companheirismo.

Lembro até hoje do dia que "resolvemos" assumir o namoro. Há alguns meses as pessoas já perguntavam pra gente: "Gabi, cadê seu namorado?" e a resposta era sempre a mesma "Ele não é meu namorado!". Todos riam irônicos e eu ficava P* da vida. Rs. Acontecia a mesma coisa com ele: "Rica, cadê sua namorada?" e ele respondia: "Ela não é minha namorada!". Afinal, não queríamos namorar, estava ótimo daquele jeito.

Nos víamos todos os dias, nos falávamos durante o dia todo (viva o SMS e, depois, o whatsapp), os finais de semana já eram planejados juntos, já falávamos em "viagem com amigos"... e por aí vai. Quando isso acontece com uma amiga nossa amiga, a gente alerta: "Amiga, isso é namoro, vocês que não querem assumir", mas quando acontece com a gente, achamos que "Está tudo sob controle. Não estamos namorando".

Só sei que nesse dia (22/10/2011), estávamos terminando de se arrumar para ir ao aniversário de uma amiga e conversando sobre essa história de "cadê seu(a) namorado(a)". Um certo momento olhamos um pra cara do outro, ficamos nos encarando por alguns segundos até que um falou: "É, acho que já tá ridículo. Acho que nós já estamos namorando e não queremos assumir.", então o outro falou: "É. Vamos assumir então?!". A gente riu durante um tempo, nos abraçamos e falamos, quase juntos, "Estamos namorando então!".  Foi engraçado, mas fofo! :-) <3

Chegamos no aniversário, como se nada tivesse acontecido (pq realmente não tinha mudado nada, apenas nosso "status" social de "namorados" para "namorados assumidos", rs). Até que teve uma hora que um amigo me perguntou, no meio de todos os outros: "Gabi, cadê seu namorado?", aí eu respondi: "Foi ao banheiro e depois vai pegar bebida!". Todos do grupo "ficaram estátua", olharam pra minha cara e falaram em coro: "ELE É SEU NAMORADO AGORA?", aí eu balancei a cabeça como se diz SIM e todos começaram a gritar: "Finalmeeeeeeente! Assumiram! Aeeeee! Parabéééns! Tá namoran-do, tá namoran-do...". HAHAHAHAHA... cada um tem os amigos que merece, não é?! :-)
Quando o Ricardo voltou do banheiro todo mundo já estava falando que a gente estava namorando e ele só olhou pra minha cara, como quem diz: "Você não segura a língua na boca, né?!" e eu ri e levantei os braços como quem diz: "Não tenho culpa de nada. Não fui eu!".

Desde então nosso namoro foi assim, com muito bom humor, conversas, companheirismo e, principalmente, respeito. 

Eu com meu jeito desesperado e imediatista e o Ricardo com o jeito calmo e realista. Somos dois teimosos e as opiniões diferentes sempre acabam em "É... tá! Não vamos chegar a um consenso. Mas vamos escolher preto ou branco?". Apesar das opiniões diferentes, é raro a gente brigar ou se desentender, sempre optamos pelo diálogo pra tentar resolver as coisas.

Eu fui passar 2 meses na Índia e ele foi me visitar, foi sensacional. Planejamos conhecer algumas coisas em Bangalore, cidade que eu estava, e também passar 1 final de semana no norte para conhecer Nova Deli e o Taj Mahal.
No sábado, chegamos em Agra (cidade do Taj Mahal) de madrugada, umas 3:30am, e eu estava morta. Precisava URGENTE de um banho e cama. Foi assim que aconteceu... chegamos no hotel, tomamos um banho beeem demorado cada um e depois deitamos para dormir poucas horas, pois queríamos pegar o nascer do sol no Taj Mahal.

Quando era por volta das 6am o Ricardo me sacudiu "Vamos coisa! Já tá na hora!", quando olhei ele estava de banho tomado, roupa trocada, dente escovado, cabelo penteado, resumindo... 100% pronto pra sair. Eu achei aquilo MUITO estranho e pensei "Nossa, que disposição é essa?! Eu to morta com farofa e ele já está prontinho". Não tive muita escolha, enquanto eu não levantei, ele não sossegou.
Tomei um banho rápido, troquei de roupa e lá fomos nós pro Taj. Pegamos um guia pra explicar "tim tim por tim tim" daquele lugar. Passamos umas 2h com o guia e quando já estávamos prontos pra ir embora, o Ricardo falou que queria ficar mais um pouco, sentar em um banco e descansar, mas sem o guia. Achei uma boa ideia, então dispensamos o guia e fomos sentar.

Eu ainda estava impressionada com o monumento, ficava tirando mil fotos, pedindo pra ele sair na foto, pedindo pra tirar foto minha, foto de nós dois, só da construção, da plantinha, do poste, da árvore... até que o Ricardo se irritou, pegou meu braço e falou: "Será que dá pra gente sentar alí, por favor?!". Engoli seco e fomos sentar no banquinho, de frente pro Taj.
Ele começou com uns papos estranhos, resumindo nosso relacionamento, falando coisas "sentimentais" e eu sem entender o que estava acontecendo. Nessa hora, no ápice da declaração, fomos interrompidos por um guia que pediu para tirarmos uma foto com uma família que estava por lá (era muito comum que o indianos pedissem para tirar foto conosco), então tiramos fotos com eles. Depois o Ricardo sentou de frente pro Taj Mahal e continuou falando, pra mim, um monte de coisas que eu ainda não estava entendendo.
Só sei que alguns minutos depois ele tirou uma caixinha de dentro do bolso, abriu a caixinha e nela tinha um anel, LINDO! Ele, revezando com alguns suspiros, me falou: "Fica comigo para o resto da vida?!".
Eu não acreditei no que estava acontecendo... peguei a caixinha, virei de costas pra ele (não sei pq, mas foi a reação do momento) e comecei a chorar MUITO. Chorava eu, chorava ele, soluçava eu, soluçava ele. Alguns minutos depois eu consegui virar de frente, olhar no olho dele e responder a pergunta: "Fico! Pra sempre!".
Um guia que estava por perto percebeu todo o clima e se ofereceu para tirar uma foto do casal. <3 A única foto que temos juntos do momento tão especial.



Jamais imaginei/esperei que ele faria isso! Saí de lá meio boba, sem entender direito o que tinha acontecido, mas com a certeza que tinha sido o momento mais lindo e feliz da minha vida!

E assim começou uma nova fase na nossa vida: o pré-casamento! :-)

Nos conhecemos "por acaso", não queríamos nos envolver, demoramos a assumir o namoro e agora vamos casar. Tudo tão rápido, mas tão sincero. 
Destino é destino, não adianta correr!!!


TE AMO, COISA!


21 de outubro de 2013

Festa de Casamento = Árvore de dinheiro

Quando as pessoas decidem fazer uma festa de casamento, não sabem onde estão se metendo! Rs. Digo decidir fazer festa, pq isso nada tem a ver com casar. Pode-se casar sem fazer festa.

O mercado de casamento é um absurdo e ele consegue te contagiar a ponto de achar barato coisas que são absurdamente caras. To passando por isso agora.
Eu e minha mãe tínhamos traçado um orçamento para gastar, com o pensamento:  “Ah vai, com essa grana dá pra fazer uma festa ótima. Sem luxo, sem frescura, mas com comida boa, música boa e animação (o que não falta na minha família e amigos).”

Primeiro foi a saga de conseguir fechar um lugar, sendo igreja e salão. Optamos por alugar só um salão e fechar todo o resto separadamente, pois os lugares que fecham esses “pacotes” cobram os olhos da cara e, tenho certeza, que superfaturam as coisas. Sabíamos que daria muito mais trabalho fechar tudo separadamente, mas poderíamos fazer a festa do jeito que queremos e gastaríamos menos do que pacote fechado (que estava completamente fora do orçamento que estávamos dispostas a pagar).

Começamos a saga de cerimonialista, decoradora, buffet, convite, segurança, faxineira, dj, vestido, véu, grinalda, sapato, damas, pajens, padrinhos, madrinhas e zas e zas e zas... Hoje, 5 meses depois que comecei a ver tudo isso, não consegui fechar nada ainda. Hahahahaha... Faltam 6 meses pro meu casamento e ainda não fechei decoradora, cerimonial, buffet, DJ e todo o resto. Mas tudo bem, não adianta se desesperar!

O que eu fico impressionada são os preços das coisas. Você liga pra um maquiador e tem o seguinte diálogo:
- Moço, vou ser madrinha de um casamento e quero fazer cabelo e maquiagem.
- Ah! Que legal. Para madrinhas o preço é R$300, cabelo e maquiagem.

Aí você desliga o telefone e liga de novo:
- Moço, vou casar e gostaria de saber preço para fazer cabelo e maquiagem.
- Ah! Para as noivas o preço é R$1.800, cabelo e maquiagem.

CATAPLOFT! Caí da cadeira!

Mas é muita cara de pau, né?! E isso acontece com TUDO. DJ para um aniversário de 50 anos é X, para casamento é 2X. Decoração para batizado é X, para casamento é 2X... e por aí vai. Tenho vontade de falar que é para a minha festa de 25 anos e chegar na hora e falar: “Ráááá.. pegadinha do malandro! Ié ié ié... É meu casamento!”. Tenho certeza que saíria tão bonito/bom quanto e bem mais barato do que falar que é para casamento! #revoltada
Na cabeça dos fornecedores a equação é: Noiva = Rica. Quando eles ouvem a palavra casamento, tudo fica com mais “zeros” no final.

Enfim, decidimos fazer festa por que queremos muito que as pessoas que gostamos estejam conosco neste momento tão especial e para isso, to tentando, ao máximo, contornar os orçamentos superfaturados e fazer uma festa com a nossa cara, com um preço justo e recheada de família, amigos e animação. J Existem coisas que não tem jeito, vamos ter que nos render aos zeros, mas outras coisas estamos conseguindo fazer do nosso jeitinho e com um preço justo.

Cada detalhe está sendo pensado com muuuuuuiito cuidado e carinho e, tenho certeza, que no final tudo isso vai valer a pena. Cada discussão sobre orçamento, cada risada, cada coisa que nós optamos por fazer em casa ao invés de pagar pros outros fazerem, cada doce escolhido à dedo, o detalhe do convite, a cor da gravata dos padrinhos, o objeto que os pajens e damas vão carregar, etc. São muitos detalhes que não podemos deixar de fora.

Bom, então é isso... vim só fazer um desabafo rápido! Rs.


Fuuuiiiiiiii... pesquisar vestido de noiva! Rs.